sexta-feira, 13 de abril de 2007

Tentar de novo

Vivo em um mundo dinâmico. Dentro de mim mesmo. Vejo e recebo pessoas virtuais por entre a atmosfera crescente de desejos, esperanças, desespero e solidão. Faço meu barco de papel, grande o bastante para ocupar espaço de meus sonhos. Corroídos, amedrontados como o de um brasileiro consciente. Peso as horas e pergunto-me. Quem sou? Quem fui? Que ousadia foi aquela de ter adentrado o útero e tornado-me eu mesmo?
talvez os pesadelos que acompanha-me durante as noites, o amor crescente, ácido corroendo arrependimentos diuturnos, trarão como resposta um novo mapa, de um novo universo, reverso a tudo que conheço e poderei mudar o futuro, para afetar meu passado, alterando as coordenadas do fenômeno nascimento para um outro País e pais...
Meu Deus, Meu amigo, só mesmo o senhor para dar sentido ao ar que respiro, sem que a ameaça de procurar em outras pessoas, uma nova parte de mim, torne-se distante, inalcansável...
Luto e estarei sempre de luto, por alguém que já morreu antes de mim, em mim mesmo.

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